Desejo mio

Há duas semanas, eu pensava em fazer algo sobre o que me disseram um dia. Brincar com o que é sério, é mais sério do que se imagina. Um desejo desprovido de qualquer intenção é como um gato a procura um lugar para afiar as presas. Minha pele não é estofado, tão pouco madeira ou cascalho. Então, eu coloquei o desejo no papel. Circulei, dobrei, recordei, voltei, retomei e finalizei um barco, daqueles que quando se dobra errado, vira chapéu de “marcha soldado”. Soltei-o na vala, num dia de chuva fina. Mal dobrara a esquina, sumira. Há quem duvide, há quem acredita que o desejo dera ao barco vida. E pelos bueiros ele ainda transita. Ora mia, ora mio…

 

 

2 Comentários »

  patycosentino00 wrote @

=D

  Cris wrote @

Eu fazia barquinhos de papel quando era criança, e soltava na correnteza das valas em dias de chuva. Coisa de criança. Adorava misturar barro com roupa branca. Nem me lembro mais quando foi a última vez que fiz um barquinho…


Seu comentário

HTML-Tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <pre> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>